Ocidentalização: você já ouviu falar?

A harmonia facial é composta por diferentes peças, entre elas, o nosso olhar. O olhar entrega o que sentimos, nosso nível de cansaço e, em alguns casos, pode nos envelhecer.

A Blefaroplastia consiste no rejuvenescimento do olhar através da remoção do excesso de pele e gordura das pálpebras superiores e inferiores, transformando, assim, a região dos olhos e recuperando a aparência descansada.

A técnica varia em alguns detalhes para as pálpebras orientais, podendo ser necessária, a Ocidentalização associada! Falarei com mais detalhes nesse post.

O que é a Ocidentalização?

A Ocidentalização das pálpebras é a criação do sulco palpebral superior (a “dobrinha” da pálpebra superior), que muitos orientais não possuem!

Pode-se realizar a Ocidentalização isolada, sem cortes, através de técnicas de pontos, que vão orientar a dobra da pele, formando o sulco (“dobrinha”) da pálpebra superior e como efeito associado, gera uma abertura maior do olhar, por isso o nome Ocidentalização.

O procedimento pode também ser realizado junto com a Blefaroplastia em orientais que não tenham a “dobrinha”, com o objetivo de criar esse sulco palpebral superior, de forma que quando o paciente abrir o olho, a cicatriz ficará escondida na “dobrinha”.

As pálpebras orientais possuem algumas características diferentes da ocidentais, como em alguns casos, a ausência dos sulcos (dobrinhas) das pálpebras superiores, ausência de Côncavo nas pálpebras superiores, pele mais espessa, certa quantidade de prega de pele que acaba por cobrir o epicanto (canto interno) dos olhos, além de, em geral, maior presença de bolsas de gordura palpebrais.

Como funciona a técnica de Blefaroplastia associada a Ocidentalização?

A técnica consiste na remoção do excesso de pele das bolsas de gordura. Após a remoção deste excesso, é realizada também a remoção de uma fina parte do tecido do músculo orbicular que a pálpebra superior possui, seguido de pontos que criarão uma ligação entre o músculo que faz a elevação e abertura da pálpebra superior (Músculo elevador da pálpebra) e a pele; possibilitando assim uma maior abertura dos olhos e criação da “dobrinha”, deixando o olhar mais natural e a cicatriz coincidente com a “dobrinha”, fazendo com fique mais camuflada.

Pode ser realizado em associação com a Blefaroplastia inferior também, que visa melhorar o excesso de pele e retirada de bolsas de gordura, inferiores.

Sempre realizado em ambiente hospitalar ou hospital-dia, com uma sedação ou anestesia geral.

Quando é realizada a técnica de Ocidentalização isolada, sem a Blefaroplastia, para as pacientes jovens que não possuem excesso de pele ou bolsas de gordura, o procedimento é realizado em consultório, sob anestesia local, e consiste em série de pontos que transfixam todas as camadas da pálpebra, promovendo essa ligação entre o músculo elevador da pálpebra e a pele, criando também o sulco palpebral superior.

Pós-Operatório: o que devo saber?

O procedimento demanda até dez dias de descanso (6-7 dias para a retirada dos pontos). Importante bastante repouso, lubrificação ocular com colírios específicos e compressas geladas para auxiliar na redução do inchaço. A dor em geral é bastante leve, controlada tranquilamente com analgésicos simples. O uso de lentes, maquiagem, atividade física, deve ser evitado nos primeiros dias.

Para pacientes fumantes, é necessário abdicar do tabaco durante 1 mês para que a cicatrização não seja comprometida.

Na hora de dormir, é recomendado que o paciente durma de barriga para cima durante 2 semanas.

Higienização: realizada normalmente com água e sabonete neutro de rosto, além de água termal para os primeiros dias, onde tudo se encontra mais sensível!

Ocidentalização dos Olhos

O resultado parcial pode ser notado na após 3-4 semanas, e em sua totalidade apenas após 6 meses. O procedimento deixa uma pequena cicatriz localizada na dobra da pálpebra superior, ficando escondida quando o olho está aberto.

Antes de tomar sua decisão, procure um profissional que tenha histórico na técnica de ocidentalização e seja registrado na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Tire todas as suas dúvidas na avaliação e mantenha a comunicação honesta com seu cirurgião.

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