Já ouviram falar sobre os 14 pontos de segurança na utilização dos implantes mamários?! Explicaremos um pouco a seguir!!

Para garantir a maior segurança em procedimentos mamários que envolvam colocação de implantes, seguimos um protocolo chamado Técnica Asséptica, que consiste em 14 pontos estratégicos para reduzir consideravelmente o risco de contaminação, e com isso reduzir a incidência de contratura capsular!

Quais são os 14 Pontos de Segurança?

  1. Profilaxia antibiótica prévia: uso de antibiótico profiláctico venoso aplicado 15 minutos antes do início da primeira incisão. Em alguns casos prolongamos essa profilaxia por mais alguns dias durante a recuperação.
  2. O segundo passo é priorizar a incisão pelo sulco abaixo da mama. Recomenda-se evitar a colocação das próteses pela axila ou pela aréola, que são áreas naturalmente mais colonizadas, podendo aumentar a contaminação do implante.
  3. Proteção da aréola com filme plástico estéril (Nipple Shields), para justamente criar um uma barreira durante a cirurgia, evitando-se o contato com as próteses, pois nela pode conter colonização bacteriana.
  4. Realizar uma dissecção atraumática, bem delicadamente, com o mínimo de trauma tecidual, o que vai reduzir formação de tecidos desvitalizados (algo que poderia ser substrato para contaminação bacteriana).
  5. Hemostasia bastante minuciosa, com objetivo de se ter uma loja bem limpa, pois qualquer sangue pode ser substrato e alimento para bactérias.
  6. Evitar a dissecção do parênquima mamário, cuidando-se para que a glândula não seja incisada ou seccionada. A glândula mamária possui colonização bacteriana, cistos etc
  7. Realizar a irrigação interna abundante com o solução de antibiótico, antes da colocação do implante!
  8. Priorizar a colocação do implante, abaixo de planos que protejam e evitem o contato da direto com a mama, subfascial ou dual plane (quando o músculo peitoral recobre parcialmente a prótese), evitando-se o contato direto com a glândula, que como comentado antes, possui seu grau de colonização bacteriana! Priorizar a técnica cirúrgica bem selecionada e executada, também reduz o sangramento, melhorar a recuperação e pode trazer muitos aspectos positivos para o pós-operatório.
  9. Abrir o implante no momento exato em que o mesmo será colocado. A prótese é produzida numa fábrica estéril, vindo embalada também numa caixa estéril. Nós abrimos essa caixa apenas no momento exato de inserção da prótese, já em campo cirúrgico também estéril.
  10. Para evitar o contato do implante com a pele, uma excelente opção é o funil de Keller – consiste num envelope que possui ácido hialurônico na parte interna para que a prótese deslize, podendo-se então, injetar a prótese pela cicatriz sem a mesma ter contato com a pele da paciente. Também recomenda-se a troca das luvas por luvas sem talco, pois este pode aumentar o risco de contratura capsular.
  11. Evitar, na medida do possível, o uso de moldes mamários na hora da cirurgia, usando somente em casos necessários de dúvida de escolha de volume e ajuste fino, pois o uso desenfreado, pelo fato de entrar e sair implantes de dentro da loja, também pode aumentar o risco de contaminação! Para isso utilizamos série de medidas e moldes no pré operatório, para escolha ideal do implante!
  12. Fechar as incisões por camadas e fixar bem o sulco (com fios farpados no caso do sutiã interno), para que a cicatriz não tenha tensão.
  13. Evitar o uso de drenos nas Mamoplastias de aumento que não envolvam Mastopexias.
  14. Por fim, aconselhamos que caso a paciente vá se submeter a outro procedimento mais invasivo, como procedimentos dentários, ela tome um antibiótico profilático 2 horas antes do procedimento e mais 2 doses após a realização do mesmo.

    Com todos esses passos, objetiva-se reduzir contaminações, evitando a necessidade de substituição do implante por contratura capsular precoce!

Dr. Rafael Manzini – Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica